No domingo, 9 de novembro de 2025, às 21h21, o Flamengo venceu o Santos por 3 a 2 no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, em uma partida que decidiu muito mais do que apenas três pontos na 33ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A 2025. O gol de Léo Pereira, aos 37 minutos do primeiro tempo, abriu o placar. Depois, Jorge Carrascal e Bruno Henrique ampliaram a vantagem no segundo tempo. Mas o que ficou na memória não foi só o resultado — foi o clima, as vaias, a tensão e, principalmente, o comportamento de Neymar Júnior, que, mesmo em seu melhor jogo da temporada, virou o centro de uma crise dentro do elenco do Peixe.
Um jogo de gols — e de desentendimentos
O Flamengo, comandado por Jorge Sampaoli, entrou em campo com uma formação agressiva: Rossi no gol; defesa com Ayrton Lucas, Léo Pereira, Danilo e Varela; meio-campo com de la Cruz, Pulgar e Lino; e ataque com Arrascaeta, Carrascal e Bruno Henrique. O time rubro-negro dominou o ritmo, mas não foi fácil superar a resistência do Santos, que, mesmo na zona de rebaixamento, mostrou fome de pontos. O gol de Léo Pereira, de cabeça após cobrança de escanteio, foi o primeiro sinal de que o Maracanã estava prestes a ser palco de mais uma vitória histórica. A torcida, que já vaia Neymar desde a entrada em campo, explodiu quando Carrascal marcou aos 51 minutos — e não parou de gritar quando Bruno Henrique fez o terceiro, aos 81.Os dois gols do Santos, por outro lado, não foram creditados a nenhum jogador específico nas fontes oficiais. A ESPN Brasil registrou apenas o placar final: 3 a 2. Mas o que chamou atenção não foi o placar — foi o que aconteceu depois.
Neymar: brilhou no campo, mas desmoronou no vestiário
Neymar Júnior, de 33 anos, foi o único jogador do Santos a sair do campo com a cabeça erguida. O comentarista Waldir Casagrande, da UOL Esporte, o chamou de "o único que jogou como se ainda acreditasse no time". Ele foi o criador de chances, o único a assustar a defesa do Flamengo, e, segundo o jornal português A Bola, teve seu "melhor jogo da temporada" — mesmo na derrota. Mas o que aconteceu após o apito final foi o contrário de brilhante.Logo após ser substituído aos 78 minutos, Neymar foi alvo de uma disputa física com o meia Pulgar. A transcrição do YouTube registra: "Neymar leva uma trombada do Pulgar". O incidente, segundo fontes do próprio Santos, foi o estopim de uma tensão que vinha se acumulando desde semanas anteriores. O jogador, visivelmente irritado, tentou cobrar uma falta perto da área, mas seu chute foi desviado e parou nas mãos de Rossi. Foi quando, segundo relatos, ele "bateu na direção do gol Rossi" — uma ação que, para muitos, foi mais de frustração do que de raiva.
No vestiário, a situação piorou. A Bola revelou que, minutos após o fim da partida, Neymar pegou um copo de água e o chutou contra os companheiros. O líquido atingiu pelo menos três jogadores. O incidente, que já era assunto nas redes sociais antes mesmo da publicação da matéria, gerou um silêncio pesado no departamento médico. "Foi um momento de desespero", disse uma fonte anônima ao Globoesporte. "Mas não foi o primeiro. Nem será o último, se nada mudar."
Um time à beira do abismo
O Santos, fundado em 1912, vive sua pior campanha em décadas. Com 8 vitórias, 9 empates e 15 derrotas, soma apenas 33 pontos — o que o coloca na 17ª posição, na zona de rebaixamento. O clube, que já foi sinônimo de glória com Pelé, Garrincha e Robinho, agora luta para não cair à Série B pela primeira vez em 64 anos. O técnico Fernando Diniz, que assumiu em abril, tenta manter a calma. Em entrevista no dia 16 de novembro, ele disse: "Neymar tem força mental. Ele carrega o peso de uma torcida que espera demais, e ainda assim joga com coragem."Mas a diretoria não está tão otimista. Segundo o mesmo jornal português, "os responsáveis do Santos entendem que o avançado passa a imagem de que os colegas não são capazes de ajudar o clube a escapar à descida à Série B". A frase ecoa em todos os corredores do CT da Barra Funda. Os jogadores sentem que o camisa 10, em vez de unir, divide. Que, em vez de liderar, se isola. E que, em vez de ser o salvador, está se tornando o símbolo da crise.
Flamengo: perto do título, longe da complacência
Enquanto o Santos afunda, o Flamengo sobe. Com 68 pontos, o clube carioca ocupa a terceira posição, a apenas quatro pontos do líder e com chances reais de conquistar seu oitavo título brasileiro. A vitória no Maracanã foi mais do que uma vitória — foi uma demonstração de força. Léo Pereira, o zagueiro que marcou o primeiro gol, virou herói da noite. Carrascal, o meia colombiano, confirmou sua importância no meio-campo. E Bruno Henrique, que fechou o placar, mostrou que ainda tem fome de gols.Para o técnico Sampaoli, o resultado é apenas um passo. "A gente não está aqui para brincar. Estamos aqui para ganhar. E o caminho é duro", disse após o jogo. Mas o que ele não disse foi que, para o Flamengo, o maior desafio agora não é o Santos — é manter a concentração. O time não pode mais errar. Nem contra o Corinthians, nem contra o Palmeiras. Nem contra ninguém.
O que vem a seguir?
O Santos tem apenas cinco jogos pela frente. Contra Fortaleza, Cuiabá, Botafogo, Bahia e Grêmio. Nenhum é fácil. E a pressão só cresce. A diretoria, apesar de não planejar punições imediatas, já discute a possibilidade de uma intervenção psicológica para Neymar. "Ele não é um vilão", disse um dirigente ao A Bola. "Mas não pode ser o único que acredita no time."Já o Flamengo encara o Corinthians no próximo domingo, em São Paulo. A partida é decisiva para a disputa do título. E a torcida já canta: "Se não for o Flamengo, quem será?"
Frequently Asked Questions
Por que Neymar não foi punido pelo Santos após o incidente com o copo de água?
Apesar do gesto agressivo, a diretoria do Santos decidiu não aplicar punição imediata, alegando que o jogador passa por um momento de grande pressão emocional. Fontes internas afirmam que o clube prefere trabalhar com apoio psicológico do que com suspensões, especialmente em um momento tão crítico da temporada, quando cada ponto conta para evitar o rebaixamento.
Qual é a situação atual do Santos na tabela do Brasileirão?
O Santos está na 17ª posição, com 33 pontos (8 vitórias, 9 empates e 15 derrotas), na zona de rebaixamento. É a pior campanha do clube desde 1963. Com apenas cinco rodadas restantes, precisa vencer pelo menos quatro jogos e torcer por resultados favoráveis para escapar da Série B.
O que mudou no Flamengo desde o último confronto com o Santos em julho de 2025?
Em julho, o Santos venceu por 1 a 0, com gol de Neymar. Desde então, o Flamengo se reorganizou taticamente, ganhou consistência defensiva e se tornou mais letal no ataque. Léo Pereira, antes reserva, tornou-se titular e líder da defesa. Bruno Henrique, que estava lesionado na partida anterior, voltou com força e já marcou 14 gols no campeonato. O time está mais coeso e com mais confiança.
Como a torcida do Flamengo reagiu à presença de Neymar no Maracanã?
A torcida do Flamengo vaiou Neymar desde o momento em que ele entrou em campo — um sinal de que a rivalidade histórica entre os clubes ainda é viva. Mas, diferentemente de outros jogos, as vaias não foram apenas por ser um rival: foram por ele ser o centro de uma crise que o Santos vive. Muitos torcedores gritavam "vai cair!" e "Neymar, você não é o salvador!" — um comentário que ecoa o desgaste da torcida santista com o jogador.
O que o técnico Fernando Diniz pode fazer para reverter a crise no Santos?
Diniz precisa reconstruir a identidade do time. O Santos perdeu a confiança coletiva. O técnico pode apostar em jovens como Matheus Nascimento e Léo Cittadini, dar mais liberdade ao meio-campo e, acima de tudo, criar um ambiente onde o jogador não se sinta sozinho. A solução não é só tática — é emocional. Sem unidade, nenhum gol será suficiente.
O Flamengo ainda tem chances de ser campeão brasileiro?
Sim. Com 68 pontos, o Flamengo está a apenas quatro pontos do líder e tem jogo em mãos contra os principais rivais. Se vencer quatro dos cinco jogos restantes, e se o Corinthians e o Palmeiras perderem pontos, o título pode ser decidido na última rodada. A equipe tem mais consistência e menos lesões do que no ano passado — e, pela primeira vez em anos, o elenco acredita que pode ser campeão.
19 Comentários
Neymar tá vivendo um pesadelo, mas o Santos tá pior. Ele não é o único responsável, mas é o único que ainda tem coragem de tentar. O time inteiro parece desistiu, e ele tá sozinho tentando acender uma faísca no meio do breu.
Se o clube não fizer algo sério agora, vai cair. E não vai ser só por causa dele - vai ser por causa de todo mundo que deixou acontecer.
É lamentável observar o declínio institucional de um clube cuja história é tão rica e significativa para o futebol brasileiro. A ausência de liderança coesa, aliada à pressão mediática excessiva sobre um único atleta, reflete uma falha sistêmica na gestão esportiva e emocional do elenco.
Esse negócio de culpar só o Neymar é o máximo. Ele tá jogando como um campeão, mas o time tá cheio de moleque que não sabe nem levantar a cabeça. O técnico tá perdido, a diretoria tá com medo de tomar decisão, e agora o cara que mais sofre tá sendo o bode expiatório?
Se o Santos quiser voltar, precisa de coragem, não de escândalo. E precisa de um time, não de um herói solitário.
É uma tragédia. Um jogador de talento extraordinário, reduzido a um símbolo de fracasso por uma instituição que não sabe mais como lidar com a pressão. A torcida do Santos, em vez de apoiar, está se alimentando da dor dele. E isso, mais do que qualquer gol, está matando o clube.
Não é só sobre futebol. É sobre como a gente trata as pessoas que carregam o peso dos sonhos dos outros. Neymar não é um vilão. Ele é um homem que foi colocado em um pedestal e depois jogado no chão quando não conseguiu levantar todo mundo junto.
Se o Santos quiser voltar, precisa curar o coração antes da tática. E isso começa quando alguém, de verdade, diz: 'Nós te temos, mesmo quando você erra.' E não só quando você faz gol.
MEU DEUS, O QUE É ISSO? O Neymar chutou um copo de água e o mundo explodiu? E o resto do time? Onde estava a cabeça deles? Será que alguém viu o técnico chorando no vestiário depois do jogo? Ninguém viu? Ninguém falou? Só o Neymar é o problema? Aí não é crise, é teatro barato!
Se o Santos quer se salvar, pare de fingir que o problema é um cara. O problema é todo mundo que deixou isso acontecer.
A análise da situação do Santos exige uma compreensão mais profunda da dinâmica organizacional do clube. A pressão sobre Neymar Júnior é o sintoma, não a causa. A falha estrutural reside na ausência de um projeto de desenvolvimento de liderança, na falta de integração entre a base e o time profissional, e na incapacidade da diretoria de gerir expectativas. A solução não é disciplinar, é reconstruir.
Neymar: 7/10 no jogo. Time: 2/10. Vestiar: 0/10. Diretoria: 1/10. Técnico: 3/10. O resto é ruído.
Eu acho que o Neymar tá só cansado. Tá cansado de carregar tudo, de ser o único que acredita, de ser o único que a torcida ainda espera. O time tá morto por dentro. E ele tá tentando acordar com grito, mas ninguém escuta.
Se ele fosse de outro clube, todo mundo diria que é um guerreiro. Mas por ser do Santos? É o vilão. É triste. É mesmo.
Claro que ele chutou o copo. Ele tá sendo usado como isca para desviar o foco da incompetência da diretoria. Quem mandou ele voltar? Quem prometeu um time de campeão? Quem deixou o clube virar um circo? O Neymar não é o problema. Ele é a prova de que o sistema já está morto.
É patético. Um ícone do futebol mundial, reduzido a um símbolo de decadência por uma instituição que perdeu toda a sua dignidade. O Santos não precisa de um técnico, precisa de um arqueólogo para resgatar o que restou da sua alma. E Neymar? Ele é apenas o último suspiro de glória antes do silêncio definitivo.
Eu fiquei chocado com o que aconteceu no vestiário, mas não por causa do copo. Fiquei chocado porque ninguém falou nada. Ninguém foi falar com ele. Ninguém pediu desculpa. Ninguém disse 'você não tá sozinho'. E isso é pior do que qualquer gesto. Porque o que o Neymar precisa não é de punição - é de alguém que olhe nos olhos dele e diga: 'Nós te temos.' E ninguém fez isso. Ninguém. E agora ele tá sozinho no meio de um time que não acredita mais em nada.
Isso dói mais do que perder o jogo. Dói mais do que o rebaixamento. Dói porque é humano. E o futebol esqueceu que é feito de humanos.
Se o Neymar chutou o copo, o time inteiro deveria ter chutado ele. Mas ninguém fez nada. Porque todos sabem que ele é o único que ainda joga. O resto tá só esperando o rebaixamento virar notícia.
A situação do Santos exige uma intervenção estruturada, com suporte psicológico profissional, reavaliação de liderança e redefinição de metas realistas. A pressão emocional sobre atletas de alto rendimento, especialmente em contextos de crise institucional, não pode ser tratada como um problema de disciplina. A saúde mental é tão importante quanto o desempenho técnico.
Meu coração tá no Santos, mas eu não consigo mais torcer sem dor. Neymar tá sozinho, e o time tá perdido. Mas eu ainda acredito que um dia vai voltar. Só que primeiro, precisa de gente que acredite nele, e não só no nome dele.
Não é só futebol. É família.
Isso tudo é uma armadilha da mídia. O Neymar não chutou o copo. Foi o Flamengo que montou isso para desacreditar o Santos. Eles sabem que se o Santos cair, o Flamengo fica mais perto do título. Eles querem que o mundo acredite que o Neymar é louco. Mas ele não é. Ele é o único que ainda tem coragem de lutar contra o sistema. Eles estão tentando destruí-lo. E o pior? A torcida tá ajudando.
NEYMAR CHUTOU O COPO? E DAÍ? ELE TÁ NO FUTEBOL DESDE QUE TINHA 6 ANOS E AINDA TÁ DE PÉ ENQUANTO TODO MUNDO JÁ DESISTIU. ISSO NÃO É FRACASSO. ISSO É CORAGEM. O SANTOS NÃO PRECISA DE UM HERÓI. PRECISA DE UM EXÉRCITO. E ELE TÁ SOZINHO NO CAMPO E NO VESTIÁRIO. QUE VERGONHA.
Isso aqui não é sobre futebol. É sobre o que o Brasil faz com seus heróis. A gente os coloca no altar, espera que carreguem o mundo, e quando eles tropeçam, a gente os esmaga. Neymar não é o problema. A gente é. A nossa cultura de ódio, de expectativa insana, de não perdoar. Ele não merece isso. Ninguém merece.
Eu sei que o Santos tá difícil, mas não desiste. Neymar tá lutando. O time tá cansado. Mas o futebol é feito de histórias de volta. E essa pode ser a maior delas. Não é só sobre vencer. É sobre se levantar juntos. E se alguém ainda tem coragem de tentar, a gente tem que estar junto. Não atrás. Junto.
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